O agronegócio brasileiro inicia 2026 reafirmando sua força, resiliência e protagonismo no cenário nacional e internacional.Em um ambiente marcado por transformações tecnológicas, desafios climáticos e debates regulatórios, o setor mostra, mais uma vez, sua capacidade de adaptação e crescimento.
Nossa matéria de capa traz os números expressivos do Show Rural Coopavel, que recebeu mais de 430,3 mil visitantes e movimentou R$ 7,5 bilhões em apenas cinco dias. O evento, referência nacional e internacional, vai além dos recordes financeiros e de público: ele evidencia um agro cada vez mais tecnológico, conectado à inovação e focado em eficiência. A comercialização de mais de 2,5 mil veículos e caminhões, assim como a presença de soluções avançadas — como robôs alimentadores no pavilhão da suinocultura — demonstram que a transformação digital já é realidade no campo brasileiro.
Esta edição também amplia o debate sobre pessoas, gestão e futuro. As mudanças relacionadas aos riscos psicossociais na NR 1 colocam em pauta a importância da saúde mental, do bem-estar e da responsabilidade das empresas do agro, temas cada vez mais estratégicos para a sustentabilidade dos negócios. Na mesma linha de reflexão, a análise sobre o potencial de crescimento do Brasil no cenário global reforça que o país reúne condições para ampliar sua liderança no agro, desde que haja planejamento, inovação e políticas públicas consistentes.
No campo produtivo, destacamos o crescimento do mercado de biodefensivos, que consolida uma nova era no manejo de pragas agrícolas, aliando produtividade e sustentabilidade. A cana-de-açúcar segue como um dos grandes pilares do agronegócio nacional, com a safra 2026/2027 apresentando potencial de moagem de 629 milhões de toneladas, fortalecendo o setor sucroenergético e sua relevância econômica.
A bioenergia também ganha espaço nesta edição, com debates sobre seu papel estratégico no acordo Mercosul–União Europeia e no futuro da matriz energética brasileira. A pecuária avança com conceitos como a Pecuária 5.0, enquanto a piscicultura se consolida como alternativa de diversificação e geração de renda. Fechamos a edição atentos ao clima, com uma análise dos impactos do La Niña sobre a produção de grãos.
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